Re: Educação: Que estado? | |
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Alguns dados adicionais para juntar à discussão, não é bem uma síntese, mas alguns estratos do relatório do Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre o Estado da Educação 2011, que incide sobre a qualificação dos portugueses, comparada com a situação na União Europeia. Coloco a negro os dados, e a azul os meus comentários. O crescimento das taxas de pré-escolarização das crianças de 4 e 5 anos nos últimos anos (89% em 2010), aproximando-se das metas europeias para 2020 (95%). Será que vamos Conseguir? Relativamente à população escolar estrangeira no distrito de Setúbal é aproximadamente 8,4%. Sendo que Lisboa, Setúbal e Faro apresentam os valores mais altos dos país. Retenção e desistência – A taxa de desistência na Península de Setúbal varia entre 4% e 12% em Alcochete. Desvio etário – Estamos (Portugal) a melhorar na questão do desvio etário ou seja do aluno estar no ano escolar certo, com a idade adequada. O que se verifica por exemplo no 12º ano: 45% rapazes e 55% das raparigas estão no 12º ano coma idade certa (17-18), sendo que os restantes alunos já se incluem no desvio etário. Este estudo conclui que a maioria dos alunos que estão no ano letivo, correspondente à sua idade, geralmente são bons alunos e é para estes que nós, professores ensinamos, ainda não aprendemos a ensinar os que se situam no desvio etário ou pelo menos não aprendemos como devíamos a ensinar e diferenciar para os alunos que não conseguem estar no ano letivo certo, com a idade certa. Podemos por exemplo observar estes dados.
No que concerne à educação de adultos recomendo um estudo elaborado por Lucília Salgado que pode ser consultado aqui (http://www.slideshare.net/Maria7y/educao-de-adultos). Na educação de adultos considerando 25-64 anos – nos últimos anos evoluímos mais do que a União Europeia (EU), mas continuamos num nível muito abaixo. Adultos – Os processos de Reconhecimento, validação e certificação de competências a diferença entre as inscrições e os adultos que são que são efectivamente certificados e grande(cerca de metade) – é necessário olhar para os dados .
Ensino Superior – 23% dos jovens entre 30 e 34 anos são licenciados, mas o resultado esperado seria 34%, pelo que não atingimos os objetivos. Relativamente às metodologias, comparando com outros países os nossos os alunos ouvem muito tempo durante o dia e trabalham pouco. Assim, situamo-nos abaixo da média da União Europeia – Estas observação corresponde a um dia completo de aulas. Neste momento temos um ensino superior a funcionar por competências, com a implementação do modelo Bolonha e no ensino básico e secundários foram suspensas, qual a sua opinião? Os dados (figura em baixo) mostram que o corpo docente está envelhecido, tudo indicava que haveria necessidade de professores, por isso apostou-se na formação inicial. Mas, por vários factores como a reorganização da rede, diminuição de alunos, entre outros, fazem com que não se consiga analisar muito bem qual será a real necessidade, como podemos observar na figura a baixo.
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