David Justino questionou, se temos estado
para esta educação?
Pois, em seu entender a escolaridade obrigatória é sagrada,
o estado deve assumir as suas responsabilidades.
Já relativamente à educação de adultos não deveria ser. Pelo
menos deveria haver uma propina durante a frequência, que até poderia ser
devolvida, mas apenas aos adultos que terminam o percurso. Pois, o que se
verifica é um grande número de inscrições que, fica muito aquém do número de
alunos que conseguem a certificação ou a validação de competências.
Na sua opinião Portugal teve uma grande evolução nos últimos
anos, na educação, muito maior do que a maioria dos países, tendo em conta que
há poucos anos, partíamos dos últimos lugares.
Paulo Guinote
Referiu que os dados estatísticos que são públicos devem ser
tratados com o mínimo de rigor. Os dados publicados no relatório do FMI têm
algumas falhas. Desactualização de alguns dados, que remetem para o ano de
2009/10, que é um ano singular por ter resultado de algumas medidas
eleitoralistas de José Sócrates, que permitiram o descongelamento da carreira e
aumentos da função pública acima da inflação, levando a um aumento da despesa
no sector.