Não será este o estado atual da educação?
Num país em que assistimos a uma crise educativa generalizada, resultado das políticas educativas dos sucessivos governos, implementadas à força e mal acabadas, dos últimos 20 anos, com uma taxa ainda elevada de alunos que abandonam a escola ou têm notas negativas nos exames nacionais de Português e Matemática.
Nós professores, meros operacionais destes sistemas forçados: ou alguém nos pede a nossa opinião antes de levar a cabo o que quer que seja? E quanto aos alunos, será que não nos iriam agradecer mais tarde, se tivéssemos agora a coragem de abandonar o facilitismo e o medo de os reprovar? Mesmo não sendo agradável, parece revelar-se mais eficaz do que transitá-los sem os conhecimentos necessários para os anos letivos seguintes, logo com início no primeiro ciclo. Gradualmente, poder-se-ia inverter a situação das sucessivas gerações de alunos que, tanto à saída do ensino obrigatório como do superior, apresentam as capacidades de escritas de um adolescente de doze anos e totalmente dependentes de calculadoras.
É verdade que a oferta educativa tem aumentado em Portugal, mas esta não é proporcionalmente direta a uma melhoria da qualidade dos formandos. As escolas encontram-se atualmente mergulhadas numa confusa exigência burocrática e legislativa que provoca grande desmotivação e instabilidade nos professores.
Na atual situação, dentro da própria sala de aula, onde o gosto pelo conhecimento/aprendizagem se perde a cada dia que passa; e ainda, ou mais grave (sei lá,,,!!!), onde o conceito de liberdade se confunde com o de libertinagem…e o que podemos nós fazer para alterar isto? Exigimos outro sistema educativo? Outros alunos e outros pais? Uma outra sociedade? Perguntas de quem ainda não encontrou uma resposta, nem uma luz ao fundo do túnel…
Mudar o estado da educação? Sim, é urgente…mas COMO?
Concordo, de uma forma geral, com todos os oradores, mas não posso deixar de confessar que …soube-me a pouco, soube-me a pouco!!!