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Re: Educação: Que estado?
por António Campos - segunda, 4 março 2013, 15:01
 
Realmente qualquer professor que exerça condignamente a sua profissão tem, forçosamente, de sentir-se angustiado com o estado a que a Educação chegou. Estamos em tempos em que os números (relativos à Educação) são manipulados em função de, apenas, objetivos político/económicos - como muito bem demonstrou o Paulo Guinote - onde se vê, claramente, a intenção de desvirtuar a Escola Pública para se promover o negócio da Escola Privada.

As sucessivas alterações das políticas educativas, sem que as anteriores tenham a oportunidade - por escassez de tempo - de provarem, ou não, as suas virtudes, levam a algum desnorte, inevitável, por parte dos agentes que as colocam no terreno, os professores, com todas as consequências que daí resultam....
É definitivamente necessário que as OPÇÕES EDUCATIVAS em Portugal sejam duradouras e tenham em conta o país que somos: as pessoas e sua História, o território, o mar, o (bom) clima, e estabelecer (criar) políticas SÉRIAS, a longo prazo, que coloquem Portugal, a sua economia, no seu lugar no contexto mundial.

A Escola Pública terá de (continuar) ser o alicerce dessas opções educativas, no entanto há coisas que devem definitivamente mudar - quantas horas de trabalho são desperdiçadas pela indisciplina na sala de aula?
Os Professores não podem fingir desconhecer, ou atenuar, o problema da indisciplina na sala de aula, muito devido à desautorização da figura do Professor e à irracionalidade dos "direitos sem deveres"...

A Escola Pública deverá fortalecer a sua existência tendo como lema UMA EDUCAÇÃO EXIGENTE PROMOVE CIDADÃOS MAIS CAPAZES.