Entendo que o investimento em educação, numa educação de qualidade, é fundamental para o desenvolvimento de qualquer país. O “problema” (para alguns) é que a educação não apresenta resultados imediatos, a qualidade constrói-se a prazo, num tempo que não corresponde aos calendários da política imediata e por isso, tem sido sistemático o desinvestimento na educação.
As escolas e os professores dos ensinos básico e secundário têm sido alvo de um “despejar” constante de legislação e de um continuado processo de alteração das regras. Exemplo disso, são a redução da carga horária de disciplinas estruturantes, o aumento da carga horária de todos os professores em dois tempos letivos, a diminuição do crédito horário para o exercício do cargo de diretor(a) de turma, o continuar do processo abusivo de designar como não letivas atividades efetivamente letivas, a interrupção do percurso dos alunos dos cursos EFA…
Décadas de investigação científica provaram que todo o desinvestimento na educação sempre redundou num atraso do desenvolvimento social, cultural e económico desses países e que as posteriores tentativas de recuperação do "tempo perdido" se revelaram demasiado lentas e de custos agravados. Portugal, infelizmente, também conhece essa realidade. Seria útil que os responsáveis por este setor, não esquecessem que, o investimento em educação é reconhecidamente o que mais retorno traz a um país, é o caminho mais sólido para construir o futuro.