2015
Conectivismo
por Carlos Cunha - terça, 17 novembro 2015, 22:53
 
Foi recentemente publicada a proposta de uma nova teoria da aprendizagem: O Conectivismo, relacionado com a Era Digital:

http://ticsyformacion.com/2012/08/08/estilos-de-aprendizaje-y-teorias-infografia-infographic-education/

Estamos mesmo à beira de uma mudança de paradigma? De que forma já se vai observando isto entre os nossos alunos? E como se imagina a avaliação de conhecimentos neste contexto?
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Re: Conectivismo
por Filipa Silva - segunda, 9 novembro 2015, 18:38
 
Penso que este é o mundo ideal mas que ainda falta muito para lá chegarmos. A sociedade em geral não está preparada para encarar a escola desta forma. Penso que será difícil a toda uma geração de professores que tem hábitos muito enraizados mudar completamente a forma de pensar a escola e o ensino.
Confesso que seria muito difícil fazer a avaliação da progressão dos alunos neste contexto. Teria que ter muita formação e teria que formatar a minha cabeça para um estilo de ensino e de aprendizagem muito diferentes.
Será que neste método os exames nacionais tal como os conhecemos fazem sentido?
A nossa escola, os rankings e os exames afastam-nos destas metodologias pois todos os alunos são avaliados pelos conhecimentos que adquiriram e não pela evolução que existiu desde o ponto de partida até ao ponto de chegada.
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Re: Conectivismo
por marilia bacao - segunda, 9 novembro 2015, 22:55
 
Parece-me que ainda falta algum tempo para que o conectivismo se torne uma realidade. Ainda estamos a tentar interagir com o digital e estamos sempre ultrapassados com tanta tecnologia e aplicações. 
Se por um lado devemos apostar nas novas tecnologias , por outro lado, os exames nacionais remetem para o domínio do papel. Que/como fazer para conciliar os dois?
Não tenho resposta 
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Re: Conectivismo
por jose ramos - segunda, 9 novembro 2015, 23:39
 

Uma mudança de paradigma não acontece repentinamente, é necessário mudar ideologias e políticas educativas também. No entanto, estamos numa era digital e esta realidade é vista já em sala de aula quando se implementam trabalhos que envolvam as TIC e a interação dos alunos com as mesmas. Relativamente à avaliação destes conhecimentos podem ser avaliados de igual forma, por tarefa ou descritores. 

 

Mas, esta não será fácil uma mudança fácil, uma vez que há alguma resistência por parte dos professores.

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Re: Conectivismo
por Ana Chora - terça, 10 novembro 2015, 02:33
 
   Sim e não. Há uma mudança. Não sei se de paradigma. Não sei se para melhor.
O Conectivismo só pode efectivamente existir com conteúdo. E o problema é que parece que se está a saltar essa etapa. 
   Eu adoro tecnologias e mexo-me bem nelas, tirando muito partido para muitos usos, desde o profissional ao pessoal, passando pelo desenvolvimento de estudos. Mas eu sou da geração do Cognitivismo, que herdou as bases teóricas comportamentalistas e construtivistas anteriores. Quando deparei com as tecnologias já tinha uma sólida bagagem. Sou do tempo das fichas em papel, das bases de dados de cartão, das redacções complexas, do desenvolvimento do discurso de excelência, do trabalho profundo e do crescimento através das falhas, dos erros, dos tropeções. Sou do tempo em que se aprendia a fazer tudo e em que se exigia que se soubesse mais.
   Hoje parece querer evitar-se tudo isto. Por isso duvido que os resultados sejam os mesmos. Não se pode utilizar as tecnologias com o intuito de substitui-las ao conhecimento. Elas são uma ferramenta e não um fim em si mesmo. E é isso que não se está a entender nos nossos dias. 
  Receio que o "homo digitalis" regrida para o "homo ludens" (descurando a sua faceta de "homo faber"!) e não venha a passar disso mesmo, no sentido "moderno" do termo...
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Re: Conectivismo
por João Amaral - terça, 10 novembro 2015, 18:25
 

Num mundo de conceitos, em plena mutação vertiginosa, mais do que nos encontrarmos à beira de uma mudança de paradigma, vivemos inebriados e envolvidos por um paradigma que exige mudança permanente. Esta mudança, profundamente dinâmica, gerada pela constante evolução das tecnologias da Era Digital, cria desconforto, resistência, exige capacidade de adaptação, compreensão, reflexão.

Real e virtual confundem-se e tomam a forma de um Universo uno onde a existência e o ser deixaram e deixarão de diferenciar os ambientes.

@s noss@s alun@s, @s alun@s da escola do início do século XIX, apresentam processos de relacionamento social e ambiental que nos confundem e geram desorientação. Sentimos que o vosso geracional se alarga, não apenas na forma como nos relacionamos com a tecnologia e o seu uso em contexto educativo mas sobretudo no modo como a escola parece desadequada às exigências sociais atuais.

O domínio do saber está irreversivelmente fora do controlo absoluto d@s professores/as.

Simultaneamente, o desenvolvimento dos processos cognitivos, a evolução do cérebro, adaptado ao uso crescente da tecnologia e à sua integração e impacto ambiental exige profundos estudos ao nível, não só das teorias de educação e da aprendizagem, mas também da psicologia e das neurociências para que possamos compreender e implementar os processos de mudança adequados à aprendizagem e à partilha de conhecimento na atualidade e no futuro porvir.

Neste contexto, a avaliação escolar e educativa assim como as metodologias de avaliação terão de sofrer profundas alterações adequando-se a uma nova de pensar, de estar, de processar o conhecimento, de partilhar os saberes, de estar atent@, de querer aprender, de desejar onde e como aprender. E é aqui que as ferramentas digitais aliadas ao conhecimento em rede podem assumir não apenas o papel de complementaridade na avaliação mas serem os próprios instrumentos da avaliação. 

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Re: Conectivismo
por Sónia Correia - terça, 10 novembro 2015, 20:27
 
O conectivismo centra-se na acreção do conhecimento que envolve a interação entre homem e o meio social, cujos conhecimentos são adquiridos espontaneamente, de forma informal, através das novas tecnologias digitais e que podem ser incorporados no seu dia-a-dia. Poderá esta nova teoria ser mais adequada em determinadas circunstâncias, no âmbito do desenvolvimento tecnológico emergente. Podemos observar este fenómeno no dia a dia dos nossos alunos, como em trabalhos em sala de aula, cuja avaliação pode ser efetuada através de grelhas de observação ou rúbricas formativas de avaliação.
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Re: Conectivismo
por Marília Mendes - terça, 10 novembro 2015, 22:05
 
De acordo com alguns teóricos, o conectivismo pode decorrer da própria interação e participação na comunidade, ou seja, a própria sociedade é uma rede. Este conceito extrapolado para a era digital é uma realidade, sem dúvida.
Para já, o conectivismo é principalmente utilizado na aquisição de informação, estando a avaliação ainda a ser realizada nos moldes tradicionais.
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Re: Conectivismo
por Celina Tavares - quarta, 11 novembro 2015, 00:11
 
De acordo com o que li, o colectivismo é um modelo de aprendizagem que reconhece as mudanças estruturais nas sociedades e, onde a aprendizagem não é mais uma atividade interna e individualista. Tendo em conta, os novos espaços de aprendizagem, penso que esta mudança de paradigma apesar de lenta irá vigorar no futuro pois os professores começam a alterar o modo com pensam e trabalham de modo a utilizar cada vez mais as ferramentas pedagógicas ao seu dispor.
A avaliação de conhecimentos neste contexto terá também de ser alterada, pois a avaliação externa como agora se preconiza deixará de fazer sentido.

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Re: Conectivismo
por Rosário Cardoso - quinta, 12 novembro 2015, 20:03
 
Vivemos numa sociedade que (con)vive diária e continuamente com uma profunda transformação tecnológica que afecta toda a sociedade e consequentemente afeta a educação. A escola está perante um gigantesco desafio.
Para acompanhar a evolução tecnológica é necessário integrar as tecnologias de informação na sala de aula mas com o conetivismo pretende-se ir além e construir os processos de aprendizagem a partir das tecnologias de informação.
"A aprendizagem é então um processo que ocorre dentro de ambientes nebulosos onde os elementos centrais estão em constante mutação e não necessariamente sob o controlo do individuo. A aprendizagem, enquanto conhecimento acionável, pode residir fora do aprendente, e as conexões que nos permitem aprender mais são mais importantes do que o nosso atual estado de conhecimento (Siemens, 2004)".
O conetivismo pressupõe uma alteração drástica no foco da acção da escola. Os alunos há muito que "gritam" por esta mudança de paradigma, no entanto os professores só poderão desempenhar a sua função de promoção formativa se souberem utilizar os mecanismos que os jovens privilegiam na sua socialização.
Além da mudança de mentalidade será necessária (muita) formação para professores. Os nossos alunos, os cidadãos do futuro agradecerão.
Não querendo parecer o velho do Restelo, não consigo de momento, imaginar a avaliação que atualmente privilegia o resultado obtido em exame a ser aplicada neste contexto.
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Re: Conectivismo
por Anabela Gomes - sexta, 13 novembro 2015, 00:08
 
Uma mudança de paradigma que não pode acontecer repentinamente, pois implicará alterações de idéias, a vários níveis. Se por um lado não podemos ignorar que estamos numa era digital, por outro temos que nos adaptar a essa nova realidade e ensinar os alunos a procurarem tirar o melhor partido dos recursos de que dispõem.
Quanto à avaliação penso que pode ser relizada com os descritores tal como antes, contudo o tipo de questões/propostas de avaliação deve ter em consideração o manancial de informação disponível.  

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Re: Conectivismo
por Fernando Daniel Machado Cacela - sábado, 14 novembro 2015, 08:55
 
É uma abordagem teórica da aprendizagem muito interessante que vai ao encontro da evolução acelerada do mundo tecnológico. Parte da premissa que as pessoas têm facilidade de aceder à comunicação em rede digital e a diversas fontes de informação que partilham conhecimento via online e, desse modo, terem a possibilidade de aprender praticamente de forma autónoma através do cruzamento de dados.
Penso que essa perspetiva vai mais ao encontro das necessidades do ser humano, na atualidade, nomeadamente das pessoas de faixa etária mais nova.
Claro está que este paradigma tem os seus constrangimentos: a credibilidade das fontes de comunicação/conhecimento pode suscitar dúvidas; o facto de ainda não ser possível ter pleno acesso (gratuito) à Internet; etc.
Os docentes enfrentam outro tipo de desafios, sendo que a avaliação de conhecimentos é bem mais complexa em relação aos paradigmas comportamentalista, construtivista e cognitivista. Nesse sentido, os professores tornam-se em simultâneo orientadores do seu processo de aprendizagem e dos alunos, já que sentirão a necessidade de estarem em constante atualização de conhecimentos para conseguirem fornecer o feedback adequado, principalmente no capítulo da reflexão das aprendizagens.
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Re: Conectivismo
por Miguel Silva - sábado, 14 novembro 2015, 18:31
 
Parece-me inquestionável que tendo em conta a crescente velocidade com que muda(ou se aperfeiçoa) o conhecimento sobre determinado domínio, hoje em dia tentamos preparar os nossos alunos para que sejam proficientes em temáticas ainda não descobertas. Do que me é dado a perceber o conectivismo baseia-se na qualidade das competências e não no conhecimento literal daquilo que é dogma no “momento da aprendizagem”. Neste ponto, o enfase no timing é fulcral, pois o aperfeiçoamento do conhecimento, no limite, poderá levar o aprendente a perceber que aquilo que era verdade no momento da aprendizagem , não o é em “momentos”( dias, anos, décadas…) mais à frente. Competências de análise critica, interligação de conhecimentos e conexões entre diferentes áreas do conhecimento, deverão ser a nossa aposta para o desenvolvimento dos nossos alunos.
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Re: Conectivismo
por Maria Pessoa - sábado, 14 novembro 2015, 20:52
 
O que é válido hoje e dado como certo, com o avanço da ciência e das tecnologias digitais, torna-se rapidamente obsoleto. Acompanhar toda esta evolução requer uma atualização constante dos agentes educativos.
Neste momento a maioria de nós está ainda na fase da descoberta de todo este potencial. O conectivismo é um desafio que requer tempo, formação e reflexão. No entanto, as exigências da era digital nem sempre encontram eco junto das políticas educativas. Os nossos alunos respondem com entusiasmo às tecnologias educativas, estas promovem o seu interesse e fazem-nos sentir envolvidos em todo o processo.
A avaliação neste contexto terá que ser reavaliada, as clássicas ferramentas como o teste em papel e o exame poderão já não fazer sentido.
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Re: Conectivismo
por cecilia rocha - domingo, 15 novembro 2015, 00:23
 
 
Este género de aprendizagem que se impõe em contexto educativo exige um novo cenário pedagógico dentro e fora da sala de aula.
Alterar metodologias de ensino tão sedimentadas em algumas áreas disciplinares pode implicar uma alteração abrupta no modo de perspetivar uma área disciplinar; que terá consequências em todo o sistema. E a questão coloca-se também precisamente neste âmbito - O Conectivismo é uma teoria de aprendizagem ou uma pedagogia? A pedagogia insere-se num sistema muito mais amplo, e implica a ação concertada de todos os agentes educativos.
De fato, o processo de decisão é em si um processo de aprendizagem, mas manter determinantes objetivas também é fundamental. E tornar todo este processo exequível no âmbito do sistema de comunicações pode ser complicado.
 
 
 
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Re: Conectivismo
por Paulo Jorge Rocha Ruivo - domingo, 15 novembro 2015, 00:54
 

Na minha opinião, não devemos interpretar cada uma das teorias da aprendizagem como sendo antagónicas entre si, mas sim, complementares. Dentro desta perspetiva, cada uma das teorias tradicionais de aprendizagem, como o Behaviorismo, Construtivismo, Cognitivismo, poderão em diferentes fases do desenvolvimento do currículo, apresentar um importante campo de validade na formação do aluno. Por sua vez, noutra fase do desenvolvimento curricular, poderá o Conectivismo apresentar um importante contributo no seu cumprimento. Mas não de forma isolada.

Se na introdução e numa primeira abordagem de determinados conceitos, o Behaviorismo poderá ser adequado, na aplicação de conhecimentos em novas situações, talvez seja no Construtivismo que se consigam resultados mais interessantes na aprendizagem dos nossos alunos. No entanto, na planificação e realização em grupo, de uma atividade que permita dar resposta a uma questão problema, talvez seja com a aplicação do Cognitivismo que conseguiremos que os nossos alunos obtenham aprendizagens mais enriquecedoras. Por fim, na consolidação de aprendizagens numa perspetiva mais integradora e na tomada de juízos de valor, o Conectivismo é uma teoria de aprendizagem que ao ser aplicada, poderá proporcionar resultados bastante interessantes e significativos. Isto porque os alunos são solicitados a interagir numa fase em que já apresentam alguns pré requisitos, a partir dos quais, poderão de forma mais consciente, colaborar com os seus pares e contribuir para a resolução de um problema e/ou concretização de uma atividade.

Além do mais, através do teor das conexões que ficam registadas em plataforma, penso que o professor poderá ter aqui um importante instrumento para avaliar o contributo e grau de cumprimento de cada um dos seus alunos, e sinalizar os que necessitam de uma intervenção mais diferenciada.

Cristina Serra
Re: Conectivismo
por Cristina Serra - segunda, 16 novembro 2015, 16:49
 
Se atualmente com a utilização das novas tecnologias na escola já existe muita resistência por parte de muitos professores, o que seria se a metodologia passasse por esta nova teoria da aprendizagem!
Em relação aos alunos não me parece que se observe. As redes sociais para eles são utilizadas, na maioria, a nível social e não escolar.
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Re: Conectivismo
por Jorge António - terça, 17 novembro 2015, 02:49
 
Eu penso que estamos mesmo à beira de uma mudança de paradigma. Só não sabemos muito bem quanto vale o intervalo de tempo do conceito "à beira"...! Surgem novas teorias de aprendizagem, novas propostas e novos modelos de aprendizagem...

O Conetivismo, está associado à Era Digital, pois relaciona-se com os princípios das redes computacionais, que se interligam umas com as outras.
Consiste numa nova abordagem, assente no facto de considerar que o conhecimento está disponível em redes de conexões, sendo que a aprendizagem (o processo de aprendizagem, ou de ensino-aprendizagem) surge através da edificação dessas mesmas redes, proporcionando o desenvolvimento das capacidades de reflexão, decisão, (re)conexão e partilha...

Do meu ponto de vista, esta abordagem poderá ter muitas virtualidades a vários níveis, nomeadamente no que respeita ao trabalho de projeto, trabalho de equipa, compromisso e corresponsabilização, proporcionando aprendizagens bem mais significativas..., para todos os atores do processo.

Ao que me parece, a questão-chave reside na alteração de papéis, por parte de todos os intervenientes, em particular, de professores e alunos.
Os alunos passam a ter um papel mais ativo (e interventivo) na produção do seu próprio conhecimento, abolindo o papel de ouvintes passivos e executantes de tarefas previamente definidas e programadas. Assim, estes poderão mesmo passar a ser, num grau elevado, os "atores principais" do su próprio conhecimento.
Aos professores caberá o papel, cada mais exigente e mais difícil, de orientador, de mediador, de aferidor das dinâmicas associadas ao processo.

Deste modo, podemos concluir que o Professor "continuará a não ter vida fácil", exigindo maiores necessidades de formação/autoformação. 
E, outro aspeto interessante da questão poderá ser, eventualmente, o facto de se poder encontrar novas formas de (auto)motivação...

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Re: Conectivismo
por Céu Oliveira - terça, 17 novembro 2015, 11:19
 
Os desafios são diários, mas ainda temos um país em patamares muito dispares.
Aqui tenho de saltar para outra questão, no meu ver muito importante e muito pertinente:
- qual a média de idades dos nossos professores? 
- estarão muitos deles motivados e ou preparados para alterar substancialmente a sua forma de trabalhar?
- e a formação dos novos professores?
- e os novos professores que se formam vão poder entrar na carreira? quando?
Há várias preocupações: arriscamos a, eventualmente, até estar a ser feito um excelente trabalho na formação de novos professores, mas não abrindo vagas estes profissionais que podiam trazer uma lufada de ar fresco e ajudar os mais velhos na implementação do novo paradigma, vão ter de optar por outros trabalhos ou vão ser aproveitados noutros países.
Esta é a minha grande preocupação quando surgem novas orientações. 
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Re: Conectivismo
por Alexandre Costa - terça, 17 novembro 2015, 12:01
 
Penso que estamos decerto à beira de uma mudança de paradigma na área da educação. Face às mudanças a que a sociedade está atualmente sujeita é imperativo que assim seja. Esta urgência poderia ser também promovida e reconhecida por parte da nossa tutela de forma a facilitar todo o processo.
O fenómeno das redes sociais veio possibilitar um contacto e interação quase permanentes e em tempo real entre as pessoas e os nossos alunos fazem parte dessas redes. Cada vez são mais as fontes de informação disponíveis e a partilha é constante. Este fenómeno devidamente implementado na área da educação traria com certeza grandes benefícios e tornar-se-ia facilitador do trabalho tanto dos professores como dos alunos.
Uma desvantagem prende-se com o facto de nem todos os alunos terem o mesmo grau de acesso à tecnologia.
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Re: Conectivismo
por Céu Oliveira - terça, 17 novembro 2015, 16:55
 
É nesta área onde muitos dos professores se sentirão sem rede.
E como avaliar neste contexto, para a maioria da classe docente que já está exausta, com alguma idade, sem prespetivas de redução de horário, sem incentivos e apoios?
Muito importante um diálogo mais intenso e mais abrangente.
Conectivismo para breve!...
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Re: Conectivismo
por Ana Martins - terça, 17 novembro 2015, 19:22
 

Segundo Siemens (2006) a aprendizagem é contínua, não é uma atividade que aconteça à margem das nossas vidas quotidianas. O conectivismo trata-se de trazer para a experiência de aprendizagem elementos que permitam ir além da sala de aula, de a integrar na vida real, de modo a que as pessoas sobretudo nas áreas em que a informação se expande de forma acelerada, possam manter-se atualizadas.

A aprendizagem é fluída, e a tecnologia potencia-a enormemente, conectanto áreas do saber e criando fluidez entre segmentos de conhecimento nas comunidades, ligando pessoas.

Depois desta introdução, a qual me levou a refletir, considero que a mudança de paradigma terá de acontecer para fazermos face à atualidade, pois a escola de hoje é uniformizada. Estamos a construir o séc. XXI com visões do séc. XIX. A sociedade mudou, mas a educação não acompanhou a mudança. No entanto, parece-me que a mudança não será para este tipo de modelo, pois para que os nossos alunos consigam construir a sua rede de conhecimento será sempre necessário o construtivismo de Piaget e o cognitivismo de Vygotsky. 

Quanto à avaliação de conhecimentos neste contexto, esta deixaria de ser uniformizada, pois as relações de rede são diferentes de pessoa para pessoa. Em suma, terei de continuar a ler mais sobre o tema para melhor fundamentar a minha visão.

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Re: Conectivismo
por Rui Fazenda - terça, 17 novembro 2015, 20:29
 

Parece-me que estamos a uma grande distância da mudança de paradigma.

Apesar das TIC já existirem há algum tempo, continuamos a encontrar alguma resistência na sua utilização, já para não falar nas falhas/limitações com que por vezes nos deparamos.

O fenómeno das ferramentas sociais, está a alterar completamente a forma como interagimos com o outro, mas como já foi referido noutros tópicos nem sempre a sua utilização é a mais correta, ou não se tira o devido partido das mesmas.

Continuamos a assistir a uma rápida evolução da tecnologia e a tudo o que lhe está associado, possivelmente daqui por algum tempo estaremos a discutir outra teoria da aprendizagem.

Penso que o atual modelo de avaliação não é compatível com o conetivismo, teria que ocorrer uma autêntica revolução na educação a todos os níveis.

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Re: Conectivismo
por Jorge António - terça, 17 novembro 2015, 22:36
 
A mudança de paradigma irá acontecer, ou está a acontecer..., embora com velocidades diferentes.

A educação, o ensino e a aprendizagem, tal como a maioria das sociedades modernas, são processos dinâmicos, pela sua própria natureza.
Não são processos estáticos...

É normal que surjam novos e diferentes modelos, em momentos diferentes. Uns funcionam bem, outros talvez não, uns serão bons, outros, "talvez nem tanto", uns proporcionam o desenvolvimento de mais capacidades (e atitudes), outros, talvez menos.

Talvez os novos modelos e teorias possam funcionar de forma integrada uns com os outros.

Mas não há Verdades Absolutas...!

E, para se saber o que funciona (e como funciona), "bem ou mal", "melhor ou pior", torna-se necessário efetuar estudos bem aprofundados, com validade científica, durante "intervalos de tempo consideráveis".
Só assim se poderá ter indicações, orientações e conclusões, que, sendo sempre provisórias, poderão ter maior acolhimento.

Mas, uma coisa é certa: as tecnologias estão aí, omnipresentes, e não podemos (não queremos) fugir delas...

Imagem de Rui Martins
Re: Conectivismo
por Rui Martins - terça, 17 novembro 2015, 23:26
 
Em relação a esta nova teoria ou corrente de aprendizagem, na minha opinião importa refletir sobre algumas questões prévias:

- Como garantir um acesso livre e universal a estas redes de aprendizagem?
- Como validar os conteúdos e instrumentos de aprendizagem disponibilizados e partilhados?
- Como lidar com a dispersão de redes e incompatibilidade de formatos das plataformas de comunicação?    
Imagem de Ana Paula Pena Pereira Carvalho
Re: Conectivismo
por Ana Paula Pena Pereira Carvalho - quarta, 18 novembro 2015, 19:15
 
Como podemos considerar estar à beira de uma mudança de paradigma quando a "escola" não acompanha o avanço da tecnologia com a mesma velocidade?
Hoje em dia ainda nos deparamos com:
-Salas de aula sem computador , ou se o tem nunca foi instalado, com colegas que não o utilizam nem para elaborar uma ficha de trabalho e ainda a passam no quadro, isto falando de um simples computador;
- Uma escola que proíbe o uso de dispositivos móveis aos alunos ao invés de os aceitar e potencializar, vendo a sua parte positiva e  não só a parte negativa desse uso, tal como mostrarmos aos nossos alunos caminhos para potencializarem esses dispositivos, por ex ;
- Uma escola onde muitos dos seus professores ainda pensam que são detentores únicos de todo o conhecimento.
Quanto aos nossos alunos sim, já se vê mudança mas existe um longo caminho a percorrer até a sua maioria utilizar as novas tecnologias de forma mais escolar do que social.

 
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Re: Conectivismo
por Dina Noé - quinta, 19 novembro 2015, 00:01
 
O conectivismo - teoria de aprendizagem para a era digital - espelha os efeitos que a tecnologia exerce na sociedade, na forma como as pessoas vivem, interagem e aprendem.
Não sei se estaremos perante uma mudança de paradigma, mas abrimos, certamente, a "caixa de Pandora", espevitando as consciências relativamente à finitude ou perpetuação da aprendizagem.
A aprendizagem é um processo equivalente à nossa longevidade, se assim não fosse não estaríamos constantemente a frequentar formações e a fazer upgrades e reciclagens, nem estaríamos despertos para a necessidade de acompanhar a velocidade matrix da era tecnológica.
A tecnologia transporta-nos para outras realidades e permite a aprendizagem fora do contexto da sala de aula e nunca poderá ser estanque nem no espaço nem no tempo.
Como sabemos, "no man is an island" , logo ninguém evolui fechado nas suas fronteiras. Temos que estar conectados com a realidade que os nossos alunos já dominam tão bem. O ideal seria que todos desfrutassem das mesmas oportunidades, mas cabe-nos o papel de agentes da mudança, quer nos alunos, quer em nós próprios, ainda relutantes à hegemonia da tecla. Mas já estamos quase todos à distância de um click.
Por outro lado, temos ainda que combater a resistência em abandonar teorias e métodos obsoletos na formação inicial de professores e erradicar da nossa rotina profissional e pessoal as toneladas de papel dos exames, das circulares, das pautas, de todo o processo de aprendizagem, formação e avaliação.
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Re: Conectivismo
por Joana Teixeira - quinta, 19 novembro 2015, 18:38
 
Os nossos alunos já usufruem, pelo menos em parte, destes estilos de aprendizagem. Os meios de comunicação tradicional, como a televisão, a rádio, bem como os meios mais “modernos”, permitem uma diversidade de fontes de informação que são imediatas. “Agora, hoje, já” são palavras que fazem parte da vida dos jovens (e não só) e que são transportadas para a sala de aula. Dúvidas que temos, podemos de imediato esclarecer, com um simples “clic” do rato. Mas será que conseguimos processar a informação com essa rapidez? Dificilmente…
Mas a tecnologia não é só isso. Hoje a maioria das pessoas estão presentes na web: nas redes sociais, em blogs, no Youtube… ser popular é algo muito importante, sobretudo nos jovens, porque isso implica ligação a um conjunto de pessoas. Ora, a teoria de aprendizagem do conectivismo refere precisamente isso, que a aprendizagem depende das experiências que se tem em sociedade. A escola tem obviamente que acompanhar esta tendência, estabelecendo redes de partilha de informação, seja ela científica ou de valores sociais. O portal da escola, o moodle, o GIAE, são exemplos de redes de informação que tendem a abrir as portas da escola a toda a comunidade educativa, criando pontes de conhecimento que enriquecem quem delas faz parte.
Avaliar desta forma é extremamente difícil, pois implica o domínio de como as redes de conhecimento funcionam, que fraquezas apresentam, que mais valias cada uma delas tem… precisamos de formação.

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Re: Conectivismo
por Maria Fernanda Carvalho - sábado, 28 novembro 2015, 14:01
 
Estamos em mudança restrita nesses processos de aprendizagens...  Eleva-se uma preocupação que sublinho e que frisaste: " Avaliar desta forma é extremamente difícil, pois implica o domínio de como as redes de conhecimento funcionam, que fraquezas apresentam, que mais valias cada uma delas tem… precisamos de formação."

Maria Fernanda Carvalho

Imagem de Lígia Sousa
Re: Conectivismo
por Lígia Sousa - quinta, 19 novembro 2015, 22:33
 
Este tema provoca-me sempre uma certa angústia. 
Por um lado, não resisto ao fascínio das novas tecnologias com as consequentes alterações metodológicas que elas provocam. É todo um mundo novo extremamente apelativo mas ao mesmo tempo aterrador. Neste universo nunca estamos à vontade. Há sempre um pormenor que desconhecemos e que nos pode impedir de concretizar uma planificação elaborada minuciosamente ou que a pode atrasar/prolongar. Às vezes coisas tão simples como as colunas não emitirem som, a internet estar demasiadamente lenta, a lâmpada do projetor não estar em condições, etc. Logo tem sempre de existir um plano B!
Por outro lado a evolução tecnológica está a ocorrer a um ritmo tal que quando conseguimos dominar minimamente um determinado software (após um enorme investimento nosso), já ele está ultrapassado (!) ou quando (nós ou as escolas) conseguimos adquirir equipamentos que permitam a realização de atividades envolvendo as novas tecnologias em sala de aula (já vou no 3º computador portátil e na 4ª calculadora gráfica...) já a novidade está noutro tipo de equipamentos que não os nossos. Isto gera um sentimento geral de frustação por nunca conseguimos estar na linha da frente e por nunca termos um retorno recompensador e duradouro dos esforços que desenvolvemos.
Finalmente, temos ainda o lado dos alunos. Numa mesma sala temos alunos com acesso a todas as tecnologias e mais alguma, misturados com outros que nem acesso a uma alimentação adequada têm. Logo, toda e qualquer atividade proposta pelo professor tem que ser planeada por forma a eliminar estas discrepâncias, sendo, por exemplo, um jogo de tabuleiro altamente motivador para os primeiros e o recurso a uma simples calculadora gráfica, uma experiência inesquecível para os últimos.    
Imagem de Ana Maria Ferro
Re: Conectivismo
por Ana Maria Ferro - sexta, 20 novembro 2015, 00:26
 
Foi interessante  a leitura da infografia sobre o tema. Deverá contribuir bastante para formar melhores cidadãos dado que hoje existe tecnologia em todo o lado e quanto mais no futuro. Mas concordo bastante com um esquema em que todas as teorias de aprendizagem combinadas produzem uma Teoria completa de aprendizagem. Isto porque temos alunos de todos os tipos em que cada um tem uma melhor forma de aprender, mas são precisas atividades que promovam o acesso às tecnologias, eles aprendam a distinguir a informação essencial da acessória, possam pesquisar várias fontes e a possam trabalhar em software próprio e a apresentem as colegas podendo utilizar diferentes recursos. A era digital está aí  e a a escola não deveria ficar atrás, muito menos quando está a criar cidadãos para o futuro que será necessariamente tecnológico. Nas nossas escolas que não têm o equipamento necessário já não é possível a aplicação de tal modelo de forma muito coerente. Vai-se por exemplo fazendo trabalhos de projeto com recurso a várias fontes de informação e trabalha-se na sala dos computadores quando há horário que o permita. Quanto à avaliação teremos que adotar novas formas de a levarmos a cabo para contemplar tudo o que o aluno poderá realizar nesse âmbito.
Imagem de Ana Paula  Guerreiro Inácio Candeias
Re: Conectivismo
por Ana Paula Guerreiro Inácio Candeias - sexta, 20 novembro 2015, 13:30
 
Vivemos num mundo de profunda e rápida transformação tecnológica que nos afeta e influência a todos e requer que repensemos numa redefinição das aprendizagens
Mais uma vez refiro que é necessário mudar mentalidades e insistir nas TIC, contudo pergunto-me e os meus alunos que tem que estudar um programa extenso e fazer exame? Como faço para juntar os dois mecanismos (virtual e tradicional) e cumprir o programa?

Imagem de Maria Helena Silva
Re: Conectivismo
por Maria Helena Silva - sábado, 21 novembro 2015, 23:12
 

Concordo plenamente com o seu parecer, pois refere uma preocupação que inevitavelmente me assalta frequentemente.

Imagem de Angelina Fortes
Re: Conectivismo
por Angelina Fortes - sexta, 20 novembro 2015, 19:09
 
Ideias novas estão, constantemente, a surgir! Se a sociedade está a evoluir a nível da tecnologia, é de esperar que surjam novas ideias a acompanhar essa constante evolução. Penso que não estamos próximos da mudança do paradigma, para determinadas situações a Humanidade leva séculos para as mudanças, mais ainda quando envolve a economia. Vivemos numa época de crise económica, o dinheiro não é elástico, não chega para tudo!
Os alunos usam muito as novas tecnologias, mas são poucos os que as usam para aprender, para aprofundar os seus conhecimentos, os jogos são os senhores dessa área, assim como as comunicações entre os pares. 
Ainda não pensei como poderá ser a avaliação quando essa possível nova era chegar, ainda está tudo no mundo da quase ficção!
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Re: Conectivismo
por Luisa Lima - sábado, 21 novembro 2015, 12:30
 
Penso que temos de ter algumas cautelas quanto às teorias da aprendizagem. Elas baseiam-se muitas vezes no avanço das neurociências e apesar de ser leiga na matéria sei que há quem pense que muitas vezes a informação científica que nos chega dessas áreas é mal descodificada pela área da educação. Os avanços no estudo do cérebro são enormes hoje em dia . Assisti a uma conferencia sobre neurociências em que fiquei espantada com o que hoje já se sabe e já se faz sobretudo no controlo do cérebro. Mas percebi ,ou pelo menos acho que percebi, que uma das dificuldades das neurociências é a de que cada cérebro é um cérebro. E isto dá que pensar.Em relação ao conetivismo que aparece referido no resumo parece-me interessante a abordagem mas não consigo perceber ,talvez porque é a primeira vez que estou a ler sobre o assunto ou então porque estou a associar com o modo de funcionamento do cérebro, porque é que o modelo aparece aparentemente só ligado à era digital. Relativamente às possiveis mudanças incluindo a avaliação de conhecimento parece-me que se não há uma visão estratégica do todo ,ié,do caminho desde o pré-escolar até à formação superior vai ser muito mais difícil conseguir que alterações pontuais sejam eficazes. Por isso penso que a mudança será sempre lenta e gradual.
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Re: Conectivismo
por paula agostinho - sábado, 21 novembro 2015, 13:05
 
O conectivismo baseia-se na aquisição de conhecimentos espontaneamente, de forma informal, através do meio envolvente, das novas tecnologias digitais e das redes sociais. Neste modelo, poderão ser aplicadas grelhas de observação, para fazer a avaliação dos alunos de outra forma. No entanto, como os alunos estão sujeitos a exames nacionais, em que têm que demonstrar ter interiorizados os conhecimentos adquiridos, a avaliação continua a ser realizada nos moldes tradicionais, pois os professores têm que ter a noção daquilo que os alunos sabem.
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Re: Conectivismo
por Maria Cunha - sábado, 21 novembro 2015, 13:40
 
É urgente a mudança!
Os nossos alunos precisam desta mudança, mas os professores não estão munidos das ferramentas necessárias para o fazer. É preciso formação para mudar a nossa maneira de encarar o novo mundo e depois talvez seja possível conduzir os alunos numa aprendizagem para a era digital.
A avaliação é muito difícil pois se o professores não dominarem todas as fontes não conseguem avaliar de forma justa os alunos.
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Re: Conectivismo
por Isabel Leandro Gomes - sábado, 21 novembro 2015, 15:58
 
Penso que não estamos, ainda, à beira de uma mudança de paradigma. As revoluções de conhecimento, nem sempre são acompanhadas por revoluções pedagógicas. Nem têm de estar necessariamente ligadas. Penso que há um desejo de mudança, em alguns setores estritos da sociedade, mas o seu desenvolvimento e materialização requer adesão dos intervenientes, neste caso dos governos, grupos de poder e de decisão e dos "alunos" em geral. Em muitos países desenvolvidos (Inglaterra, Oxford) os "modos" de avaliação (no caso das humanidades e em muitas outras áreas científicas) continuam a ser reguladas por padrões de avaliação tradicionais. Devo dizer, que no respeitante à era do digital e da conectividade, as livrarias nem têm sistemas anti roubo nos livros. 
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Re: Conectivismo
por Paulo Sousa - sábado, 21 novembro 2015, 16:19
 
Eu pessoalmente nunca tinha ouvido falar de conectivismo ou lido qualquer referência ao assunto. Ao informar-me verifiquei que se trata de uma teoria (que efetivamente ainda não tem esse estatuto!) que enfatiza o papel do contexto social e cultural na aprendizagem, beneficiado pelo desenvolvimento tecnológico proporcionado pelas redes de informação, redes sociais, MOOC´s, etc. No entanto, já tinha lido acerca das preocupações sobre os perigos da intromissão das novas tecnologias nas nossas vidas diárias. Quais as consequências intelectuais e culturais do desenvolvimento das redes de informação e em especial da internet? Há quem afirme que até a nossa forma de aprender, portanto de pensar, está radicalmente a ser alterada pelos dispositivos móveis e pela sua interconetividade, que alteram a própria estrutura de funcionamento do cérebro! O que não há dúvida é que certas inovações (escrita, a imprensa, o papel, etc) na história humana mudaram a nossa forma de viver e moldaram o mundo atual. Será que que estamos à beira de uma mudança de paradigma no nosso modo de pensar e de aprender? Com a invenção das tecnologias de informação em que podemos comunicar em tempo real sem pensar (o computador, a internet, redes móveis, etc) é fácil subestimar a importância das redes de informação!
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Re: Conectivismo
por Filipe Custódio - sábado, 21 novembro 2015, 19:08
 
No conectivismo, teoria de aprendizagem para a era digital, a aprendizagem e o conhecimento, são baseados na diversidade de opiniões e constituem um processo de ligação entre nodos e fontes de informação especializadas.
Uma mudança de paradigma terá que surgir de uma forma gradual pois necessita de ser incutida na formação inicial de professores, atualmente praticamente inexistente no nosso país. Torna-se mais difícil atingir essa mudança de paradigma através da formação contínua de professores, ensinados e habituados a aplicar outros tipos de estratégias desde há longa data.
Por outro lado, surge a dificuldade de nem todos os estudantes terem acesso à tecnologia e de muitas escolas não estarem preparadas para responder a esta mudança, que envolve sem dúvida uma profunda alteração da política educacional e um maior investimento financeiro na educação.
Qual será então o papel do professor numa aprendizagem baseada em dispositivos não humanos? Não haverá uma diminuição da interação aluno-professor?  Há que adotar estratégias para que isso não aconteça.
Os nossos alunos já revelam competências e agrado na realização de tarefas que envolvam recurso ao digital, mas denotam algumas dificuldades na seleção e interpretação da informação pesquisada.
Quanto à avaliação de conhecimentos deve tornar-se o mais autentica possível, quer no sentido de avaliar capacidades que o aluno seja desafiado a usar na vida real, quer no sentido de avaliar o aluno por métodos semelhantes àqueles em que será avaliado fora da escola. Os instrumentos e estratégias de avaliação passarão pelos estudos de caso, pesquisas de campo, projetos e atividades práticas e não pelos tradicionais exames nacionais.





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Re: Conectivismo
por João Imperial - sábado, 21 novembro 2015, 22:56
 
Na minha opinião o conetivismo é algo que já faz parte da nossa vida como cidadãos deste mundo infoglobalizado onde vivemos. É uma forma de adquirir e partilhar conhecimento a que nós adultos já aderimos e que as crianças de hoje já utilizam infelizmente quase como se fosse o único recurso de que dispõem. Quem não foi já ao wikipédia ou a um dicionário online? Veja-se o que acontece com alguns sistemas de GPS que são atualizados continuamente pelos seus utilizadores, ou mesmo nós professores com a apreensão e partilha de materiais na internet (fichas, testes, powerpoints, imagens, vídeos, aulas interativas, blogs). Para mim já é evidente a sua presença na nossa escola, quando por exemplo os alunos pesquisam e selecionam informação para os seus trabalhos. Penso que ao nível da avaliação alguns professores ainda "desconfiam" da sua validade, mas com o tempo terá maior peso nos critérios de avaliação. O conetivismo tem a vantagem de podermos aprender isoladamente sem dependermos de ninguém (apenas da tecnologia) e de podermos satisfazer a nossa curiosidade sem limites, quando queremos ou necessitamos. Este método de aprendizagem contribui ele próprio para o desenvolvimento de competências, pois requer para além das competências tecnológicas, as de pesquisa, seleção, sentido crítico entre outras. Tem a desvantagem de nos podermos apoderar de conhecimentos que não sejam verdadeiros ou rigorosos. Embora sejamos tentados a pensar que no limite esta será a forma de aprender que prevalecerá comparativamente com as tradicionais, na minha opinião será sempre um complemento aos métodos tradicionais, não os substituindo. A experiência, o contacto com a matéria, com o papel, a discussão e a comunicação verbal,.... a aprendizagem pelos sentidos nunca será substituída e nesse sentido a avaliação dos conhecimentos e das competências continuará a ter uma forte componente tradicional.
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Re: Conectivismo
por Maria Helena Silva - sábado, 21 novembro 2015, 23:13
 
Achei esta nova teoria do conhecimento bastante interessante porque nunca tinha ouvido falar em conectivismo. De acordo com o que li, pareceu-me que é um processo tão interessante como complexo. Por isso considero que se apresenta ainda um pouco distante porque os professores não estão preparados para esta mudança, sendo necessário bastante tempo para que ela seja possível. 
Será necessária e essencial uma formação adequada e aprofundada para os professores acompanhada de uma mudança gradual dos conhecimentos qualitativo e quantitativo para esta “nova” categoria do conhecimento.
Sem dúvida, um tema que é necessário aprofundar, haja formação!

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Re: Conectivismo
por Sandra Maria Monteiro Silvestre - sábado, 21 novembro 2015, 23:36
 
Atualmente vivemos numa Sociedade em rede, onde a tecnologia se desenvolve a uma velocidade incrível e, com ela, todas as áreas de trabalho e serviços dessa sociedade.
Os alunos e os professores vêm-se perante a necessidade de acompanhar este ritmo de desenvolvimento, mas enquanto os alunos facilmente se adaptam, será que os professores o conseguem?

Conectivismo é a integração de princípios explorados pelo caos, rede, e teorias da complexidade e auto-organização. A aprendizagem é um processo que ocorre dentro de ambientes nebulosos onde os elementos centrais estão em mudança – não inteiramente sob o controle das pessoas. 

O conectivismo apresenta um modelo de aprendizagem que reconhece as mudanças tectónicas na sociedade, onde a aprendizagem não é mais uma atividade interna nem individualista. O modo como o aluno trabalha e funciona são alterados quando se utilizam novas ferramentas. No campo da educação, tem sido difícil reconhecer, tanto o impacto das novas ferramentas de aprendizagem como as mudanças ambientais na qual tem significado aprender. Não estamos preparados tecnologicamente nem pedagogicamente para estas mudanças. Os professores continuam a ser reticentes às mudanças.

No entanto, o conectivismo fornece uma percepção das habilidades e tarefas de aprendizagem necessárias para os aprendizes florescerem na era digital que está amplamente enraizada nos nossos jovens.

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Re: Conectivismo
por Lília Mateus - domingo, 22 novembro 2015, 17:08
 

Será desejável que para aí caminhemos pois é nesse sentido que evolui também a tecnologia. Não penso que estejamos mesmo à beira de uma mudança de paradigma, pelo menos no nosso país, pois todas as alterações, em educação, são lentas por múltiplos fatores um dos quais é a resistência que todos nós, uns mais que outros, oferecemos às alterações. Os nossos alunos já desmaterializaram muito a forma de comunicar e aprender, estão muito mais aptos que nós a evoluir nesse sentido. De acordo com o que li sobre esta teoria, o conhecimento existe no mundo independentemente do que cada um de nós se apropria. Assim a avaliação de conhecimentos deixa de fazer tanto sentido, sendo muito mais importante a avaliação de competências individuais.

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Re: Conectivismo
por Alexandra Belchior - segunda, 23 novembro 2015, 18:03
 
A forma de comunicar e aprender dos nossos alunos já vai num passo de mudança, ao encontro do construtivismo, que lhes dão sem dúvida formas mais interessantes de aprendizagem. Contudo, a interação criada em sala de aula não é substituível pelo seu valor de desenvolvimento de competências sociais. 
Ainda os professores necessitam de formação por forma a moldarem-se à era digital e avaliar de forma justa. A avaliação tem de ser reavaliada. 
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Re: Conectivismo
por Filipa Fidalgo - terça, 24 novembro 2015, 15:30
 
No conectivismo o indivíduo responde ao meio e aos mediadores e interage com eles, das mais variadas formas, através dos mais variados recursos disponíveis, selecionando-os, organizando-os e contribuindo com eles, de acordo com as suas necessidades e assim construindo o seu próprio conhecimento.
Mas até que ponto todos os alunos podem estar incluídos nesta "escola híbrida" neste momento não podemos afirmar que 100% dos nossos alunos tem computador / tablet/ Telemóvel 4G / acesso à internet garantido.
 Escola Híbrida
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Re: Conectivismo
por Nelson Correia - quarta, 25 novembro 2015, 02:44
 
Os alunos que tenho tido ainda estão longe deste tipo de aprendizagem, pelo menos ao nível das tarefas que lhes proponho nas aulas.

Por exemplo, atividades que devem realizar com conteúdos da disciplina e que valem 5%: Publicar em www.facebook.com/cfq7ano ou enviar para o meu email 5 sites, imagens ou vídeos com uma descrição; Criar um site pessoal (www.weebly.com , www.wix.com , www.webnode.com , www.blogger.com , www.wikispaces.com); Criar uma banda desenhada (www.pixton.com); Criar uma apresentação interativa (www.prezi.com). São poucos os alunos que realizam estas tarefas, como se pode verificar em www.facebook.com/cfq7ano/posts_to_page (o mesmo acontece em www.facebook.com/cfq8ano e www.facebook.com/cfq9ano )

Apesar de muitos terem acesso a smartphones, tablets, computadores, Internet, normalmente não querem ou não sabem usá-los para as tarefas referidas.
No ensino básico estão preocupados em brincar, no ensino secundário estão preocupados com os exames: não têm tempo para aplicar "o Conectivismo, relacionado com a Era Digital" aos conteúdos das disciplinas, não sabem trabalhar com os programas/aplicações e ainda não desenvolveram as competências para o século XXI.
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Re: Conectivismo
por Leopoldina Macieira - quarta, 25 novembro 2015, 16:20
 
Como se sabe a escola é uma organização cuja ação se faz para o conhecimento, uma ação com uma multiplicidade de micro contextos e uma multiplicação de autores e atores. A educação escolar não se esgota na instrução, ela é mais ambiciosa e releva as outras principais funções da escola: promover a realização pessoal e a integração humana dos seus alunos. Será assim, o garante da continuidade das sociedades, na transmissão contínua da memória e identidade dos grupos sociais que se opera entre as gerações.
Devemos aperfeiçoar o olhar sobre a educação, a escola e o papel que desempenhamos como educadores, e a novidade que deve ser, todos os dias, o ato de educar. Da melhor compreensão deste universo virá poder olhar a missão de educar com mais apreço ainda e com o objetivo de melhorar o ensino e da aprendizagem.
Em que medida o conectivismo dá resposta ao anteriormente descrito? Como se desenvolvem os princípios de sociedade em rede? É possível? Não ficaremos limitados a falsos conceitos sociais.
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Re: Conectivismo
por Isabel Godinho - quinta, 26 novembro 2015, 00:02
 
Sim, estamos à beira de uma mudança de paradigma, sem sombra de duvida. Isso já se nota pela forma como os nossos alunos têm acesso à informação. Enquanto professora de Ciências Naturais é com bastante frequência que só interpelada por alunos acerca de avanços da Ciência, novas descobertas ou investigações. É impensável fingir que sei tudo sobre Ciências e tenho necessariamente que estar disponível para admitir que não sei, nunca ouvi falar, ao mesmo tempo que me mostro interessada e pronta para descobrir e clarificar.  Tenho também de ter o meu acesso à Internet no bolso, tal como eles o têm, para poder aceder a qualquer momento à informação, para os ajudar a compreender melhor.
E se lhes perguntarmos como é que se depararam com aquele assunto, deparamo-nos muitas vezes com o desenrolar de uma meada, o tal conectivismo, feito de links entrelaçados, que os levam de um bloco cubico de Minecraft à cor rosa do óxido de aluminio e a todo um mundo de conhecimento  interligado. Relativamente a como avaliar... porque não com pontos, como num jogo? https://www.knewton.com/infographics/gamification-education/
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Re: Conectivismo
por Ricardo Maurício - sexta, 27 novembro 2015, 13:56
 
Estamos num processo de mudança, mas penso que ainda estamos muito distante do conectivismo. Confesso que nada sabia desta corrente, mas após uma leitura simplista  posso pensar que se torna difícil que seja já uma realidade consolidada e testada com o tempo que se exige. A integração na dinâmica educacional presente nos dias de hoje no ensino português é muito complexa. É preciso uma mudança de paradigma centrada no desenvolvimento/melhoria das estratégias/qualidade das aprendizagem, o conectivismo é sem dúvida uma peça importante, mas apenas isso uma peça...

Haverá em todas as escolas possibilidade de iniciar este "conectivismo"? Acho que não...
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Re: Conectivismo
por Maria Gracinda Santos - sexta, 27 novembro 2015, 22:26
 
Uma mudança de paradigma nunca ocorre repentinamente, é sim um processo lento em que todos os intervenientes têm de se adaptar.
Apesar de todo o acesso à informação, uma grande parte dos alunos mais velhos revela grande resistência a serem construtores do seu próprio conhecimento. Teremos pois algumas escolas (poucas) que conseguiram implementar este tipo de aprendizagem, mas a maioria estará muito longe disso.
A avaliação deverá deixar de estar condicionada a exames que darão acesso ao ensino superior, e será então uma avaliação de competências individuais.
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Re: Conectivismo
por Maria Inês Contreiras Costa Santos - sexta, 27 novembro 2015, 22:48
 

O conectivismo sendo uma teoria de aprendizagem para a era digital, será sem dúvida uma das possíveis pedagogias com grande impacto na comunidade académica. O fenómeno das ferramentas sociais online, está a transfigurar completamente a forma como interagimos com os alunos e até com o próprio conhecimento do professor. Sem dúvida a troca de conhecimentos entre os alunos e os professores permitem que a aprendizagem assente em várias opiniões e que as ligações entre áreas de saber, ideias e conceitos é muito útil e importante. Nos nossos dias tudo é por si só um processo de evolução/aprendizagem em constante mudança.

No entanto, ainda estamos longe de um “completo conectivismo”: há alunos que poderão não ter acesso às novas tecnologias, em muitas escolas não existem equipamentos adequados e a formação de professores nestas áreas por vezes não é das melhores, o que faz com seja complicada a mudança de paradigma pela parte destes.

Relativamente ao processo interactivo entre alunos e professores, será que não será menos dinamizado?

O processo de avaliação deverá ser bem elaborado, podendo ser realizado através de projetos, de modo que o aluno possa apresentar a aquisição de conhecimentos de um modo mais eficaz do que o “tradicional teste”.

 

Imagem de Anabela David
Re: Conectivismo
por Anabela David - sábado, 28 novembro 2015, 13:27
 
As TI vieram permitir a criação de espaços virtuais de troca de ideias, mensagens e dados, nunca antes pensados. Os blogues, wikis, o facebook, entre outras redes sociais vieram permitir que todos nós possamos aprender com os "outros" sem que eu/aluno/cidadão coimum conheça os "outros". Será que por este caminho também se aprende? Estou muito convicta que sim! Quantas vezes os alunos nos questionam sobre um assunto que viram num documentário, leram na net, etc. Esta nova teoria junta o conetivismo às convencionais teorias de aprendizagem, que continuam a ter um peso muito grande na nossas escolas, quando  a tecnologia, ainda está ausente. 
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Re: Conectivismo
por Sílvia Ramos - domingo, 29 novembro 2015, 09:14
 

A sociedade mudou e escola não. Apenas passaram a ter computadores e projectores para facilitar o trabalho ao professor e incentivar um pouco mais os alunos com algumas simulações e exposições mais bonitas. É urgente mudar o paradigma, mas é difícil quando os próprios professores se opõem à mudança. A escola segue o modelo formal de aprendizagem, que foi ultrapassado há muito. Neste momento sinto que andamos à deriva, mas seguindo o “resto da manada”! Os nossos alunos são da era tecnológica e devíamos considerar o processo de aprendizagem, pelo reconhecimento das suas competências, seja na comunicação, na cidadania, na sociedade (reconhecendo alguns valores), nas ciências, em tantas áreas…

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Re: Conectivismo
por cecilia rocha - domingo, 29 novembro 2015, 18:50
 

Progressivamente novas metodologias impõem -se face à diversidade de informação que é disponibilizada. A capacidade de sintetizar e reconhecer conexões e padrões é uma competência valiosa, pois permite estabelecer competências diretivas e críticas face à Ciência.
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Re: Conectivismo
por Armindo Serra - domingo, 29 novembro 2015, 19:26
 

Na minha opinião mais uma vez estamos perante mudança de atitude de postura da parte dos professores e alunos, julgo eu que requer alguma responsabilidade e autonomia nos aprendentes, eles terão de se conectar, usar as conexões existentes à sua volta, explorar recursos na web, por smartphone, computadores pessoais e tablets.

E os nossos aprendentes, encarregados de educação e professores, tem algum atrito em aceitar ou assimilar novas formas de aprendizagem, que o ensino funcione de uma forma diferente à clássica.

Ainda nem todos os alunos tem acesso a estes recursos, meios, conteúdos e ferramentas. O que seria um enorme obstáculo para o sucesso desta metodologia pedagógica.

Acrescento o facto de que esta metodologia vai beber às anteriores, vive do construtivismo, behavirismo e cognitivismo, a estes princípios vai acrescentar as novas tecnologias e associação dos recursos web, dos nós tecnológicos, as conexões de conhecimentos e de informação.

Só temos de começar a formar a raiz e evoluindo até todos participarmos na mudança.

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Re: Conectivismo
por Sandra Santos - domingo, 29 novembro 2015, 21:32
 
O Conectivismo surge nesta perspetiva como uma nova abordagem educacional. De acordo com George Siemens, o conhecimento está distribuído numa rede de conexões e, desse modo, a aprendizagem consiste na capacidade de edificar essas redes e circular nelas, desenvolvendo assim a capacidade de refletir, decidir e partilhar. De acordo com o que li, julgo que se acredita que o aluno aprende atavés de uma conexão (ligação) com outra fonte de conhecimento ( humana ou não humana). (in http://evidosol.textolivre.org/papers/2014/upload/7.pdf). 
Considero que estamos perante uma mudança do paradigma da aprendizagem. Contudo, tal mudança será lenta e, aos poucos, a forma como lecionamos, como os alunos aprendem e como são avaliados irá sendo adaptada às novas tecnologias, às novas situações de aprendizagem, às novas formas de avaliar os conhecimentos. Como será esta nova realidade? Não consigo imaginar... 
Apenas acredito que, com o Conectivismo ou com outro modelo de abordagem educacional, a presença das TIC na educação é (e será) uma realidade que (já) ninguém recusa e cuja importância será cada vez maior, tal como a importância do papel central do aluno como agente da(s) sua(s) aprendizgem(ns). 
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Re: Conectivismo
por Jorge António - segunda, 30 novembro 2015, 02:50
 
Considero que estamos mesmo à beira de uma mudança de paradigma, uma vez que a utilização dos meio tecnológicos ao dispor dos cidadãos cresce de forma exponencial.

E isso já se vai observando muito, pois temos alunos a usar diferentes dispositivos e plataformas digitais, que lhes permite desenvolver trabalho autónomo, estudando, aprendendo, reaprendendo, recapitulando "assuntos/matérias", elaborando trabalhos em diferentes formatos...
Eu já encontrei alunos a estudar através do telemóvel, recapitulando matérias, bastando para isso ligar os "headphones", outros em competição através de jogos educativos e de cultura geral, mas com grande transversalidade.

Quanto ao aspeto da avaliação de conhecimentos, poderá ser o mais "difícil" ou complexo, devendo ser devidamente testado, estudado e ajustado.
Imagem de Maria Teresa Paiva
Re: Conectivismo
por Maria Teresa Paiva - segunda, 30 novembro 2015, 22:15
 
Bem, eu nem sabia o que era o Conectivismo! E continuo sem saber, apesar de ter ido ler, rapidamente, a fonte sugerida pelo Carlos. Li também, brevemente, partes da informação de um site e, copiei o seguinte "o fluxo de informação é muito superior ao que podemos apre(e)nder", in http://orfeu.org/weblearning20/4_2_conectivismo - É como me sinto relativamente ao Conectivismo - só poderia comentar, se me debruçasse exaustivamente sobre esta Teoria dr Aprendizagem...
Assim, prefiro dizer que ninguém aprende nada se não se debruçar seriamente sobre o assunto - e isso exige trabalho sério! Posso, para ensinar o pH, partir da análise da água da torneira, do rio, da água engarrafada, do poço... procurar informação aqui e ali, ir visitar uma central de tratamento de águas, mas... para saber o que é, não basta passear (real e figuradamente..) - é preciso estudar... Como posso apreender a informação que recolhi googlando se não a ler com atenção, se não a tratar, se não a reescrever?...
Ensine-se com as TIC nas Salas do Futuro, mas ensine-se a ler, a escrever (o próprio, com as suas palavras, sem copy|paste), a contar e a ... pensar (só se pensa o que se lê, o que se escreve, linguisticamente, matematicamente, artisticamente...)
Imagem de Maria Manuela M.S. Costa
Re: Conectivismo
por Maria Manuela M.S. Costa - quarta, 2 dezembro 2015, 00:24
 

Confesso que tive de ir pesquisar para saber um pouco mais sobre conectivismo. Mas parece-me que na verdade, com todas as fontes de informação que hoje temos ao nosso alcance, aprendemos hoje de uma forma diferente daquela que aprendíamos há nos atrás. Surge uma nova visão do conhecimento e da aprendizagem e é cada vez mais evidente que a aquisição do conhecimento não ocorre exclusivamente pelas vias institucionais numa perspetiva tradicional de ensino. Esta visão pressupõe que a aprendizagem ocorre de maneira contínua e é inerente à nossa vida quotidiana.

Imagem de Paula Cristina Duarte Pio
Re: Conectivismo
por Paula Cristina Duarte Pio - sexta, 25 dezembro 2015, 20:02
 
...
Imagem de Alexina Santos
Re: Conectivismo
por Alexina Santos - segunda, 11 janeiro 2016, 17:09
 
As nossas escolas e a maior parte dos professores ainda não estão motivados para a introdução das TIC em sala de aula, pelo que se torna necessário formação por parte dos professores, bem como uma aprendizagem ativa em detrimento de uma aprendizagem tradicional.